Porque sempre assim?

Foto: exame - abril.com
Foto: exame – abril.com

Tudo equipamento funciona como se fosse uma memória que registra tudo o que você fez ou deixou de fazer por ele  e, em algum momento, ele te cobra por isso. Um gerador não pega fogo do nada, e sabemos que a falta de um plano de manutenção pode ser o motivo causador, apesar de ainda não haver um laudo oficial da causa do incêndio, mas um fato nunca deixa de ser verdade: O investimento em manutenção não reverte em lucros para o hospital, não reverte em marketing, não reverte em mais pacientes, maior faturamento ou ganho de produtividade. A falta de Investimentos nesta área porém, pode causar danos ao patrimônio perda de vidas, interrupção de faturamento e danos irreparaveis a imagem corporativa do hospital.
Eu já vivenciei e vejo ainda hoje diariamente, em todos os hospitais que frequento, um setor de manutenção relegado aos últimos pisos do subsolo ou lugares de difícil acesso ou anexos fora do hospital do outro lado da rua. Escondidos. Longe dos Olhos dos pacientes dos frequentadores e dos financiadores do hospital.
Porque algumas corporações dão tão pouco valor para essa atividade? Por quê alguns gestores consideram investimentos nos recursos humanos e tecnicos desnecessários, e as despesas passiveis de cortes por decisão financeira e não técnica? Ou seja, o que eu quero dizer é que uma demanda levantada pela Engenharia deveria ter tanto peso quanto a de um cirurgião.
Eu tenho sido repetitivo quando visito os hospitais e converso com os engenheiros clínicos e digo para eles que não sejam os gestores financeiros do hospital ou seja não deixem de fazer o que é certo porque acham que é caro. A responsabilidade continua sendo deles independente do preço que está sendo cobrado por um serviço. Quanto se economizou na manutenção desse gerador? Valeu a pena? Qual o preço que vai custar agora?

Eng Mauricio Castagna

NOVAS TECNOLOGIAS – MONITORAÇÃO A QUALQUER HORA!

 Publicado em março de 2014 na revista Hospitais Brasil

Captação de sinais vitais e transmissão por meio de tatuagens, lentes de contato ou camisetas. Processamento e diagnostico por meio de i-phones e tablets via Wi-Fi. A tecnologia tem permitido que o monitoramento de sinais vitais e fisiológicos aconteça longe dos centros de diagnóstico e durante todo o período do dia, melhorando o acompanhamento do organismo para portadores de doenças como cardiopatias, diabetes, hipertensão, ou até mesmo de forma preventiva para aqueles que tem a preocupação com seu estado de saúde independente da apresentação de sintomas. Obviamente estes sistemas ainda não tem a pretensão de substituir o procedimento clinico de diagnóstico, mas são na verdade sistemas de alerta de alteração do comportamento dos sinais fisiológicos que tem como maior virtude encurtar o tempo de ação no caso de uma crise e aumentar as chances de sucesso pelo tratamento precoce. A tecnologia tem proporcionado as pessoas a possibilidade de desfrutar do cuidado com a saúde de uma forma nunca experimentada, transpondo as barreiras do empirismo, na alimentação regrada e hábitos saudáveis, para a monitoração direta e imediata de parâmetros físicos.

Veja algumas das últimas novidades neste campo:

tatoo

1 – Pesquisadores da Universidade de Illinois desenvolveram uma tatuagem eletrônica que pode ser impressa no corpo para monitorar os sintomas dos pacientes, medir a frequência cardíaca, temperatura, estresse e hidratação, e em seguida, enviar a informação para o seu médico.

O projeto pioneiro do cientista John Rogers, é o mais recente trabalho desenvolvido na área da eletrônica flexível. Sua equipe já projetou circuitos eletrônicos elásticos com o apoio de um polímero elástico, que poderia simplesmente ser aplicado na pele como uma tatuagem temporária, mas com a desvantagem de que ele poderia facilmente ser lavado.

Uma das principais aplicações seria a capacidade de monitorar a cicatrização de feridas. Com uma tatuagem eletrônica aplicada perto da ferida cirúrgica antes que do paciente sair do hospital, permitiria que os médicos acompanhassem o processo de cura à distância. Os dispositivos também poderiam acompanhar os pacientes enviados para casa após uma cirurgia com um sistema de monitoramento que faria o trabalho de várias máquinas pesadas, tais como electromiógrafos e eletrocardiogramas, normalmente confinados em hospitais.

lente

2 – O Google XLab anunciou recentemente que está desenvolvendo lentes de contato para ajudar pessoas com diabetes a controlar seus níveis de açúcar no sangue.

“Estamos testando lentes inteligentes fabricadas para medir a taxa de glicose nas lágrimas'”, explicaram os responsáveis pelo projeto, Brian Otis e Babak Parviz.

As lentes funcionam com um pequeno dispositivo conectado a um detector de glicose em miniatura no material com o qual são feitas as lentes. Segundo o Google, os protótipos puderam determinar a glicose nas lágrimas a cada segundo. Os pesquisadores analisaram, ainda, a possibilidade de integrar sinais luminosos para que o produto alerte sobre níveis perigosos de açúcar no sangue. Segundo Brian Otis e Babak Parviz, que encabeçam o projeto, embora ainda em estágio inicial, a ideia já passou por diversos testes clínicos que ajudaram na refinação do protótipo. Eles ainda terão de enfrentar processo regulatório norte-americano e fechar parcerias que ajudem no desenvolvimento das lentes.

camiseta

3 – No final de setembro de 2012 a Maxim apresentou uma série de monitores diretamente disponíveis na forma de camisetas com sensores integrados. A camiseta contém sensores de tal forma integrados que facilitam o acompanhamento dos sinais vitais de um paciente, sem a necessidade de se ligar fios a equipamentos o que além de custoso é demorado e incômodo.

A nova camiseta tem sensores de 3 terminais para ECG, temperatura e movimento tudo conectado um microcontrolador de baixo consumo e um sistema de comunicação wireless.

Eletrodos secos, sem a necessidade da “gelatina” que atualmente é usada nos exames ECG, o sistema é muito mais cômodo, pois pode fazer o monitoramento de forma confortável pelo simples contato.

sensor

4 – A Elfi-Tech, empresa israelense finalista da Nokia Sensing Xchallenge, está trabalhando em um sensor minúsculo que pode detectar o fluxo de sangue sob a pele, o pulso, o estado da coagulação, e o envelhecimento vascular. Utilizando estas informações, a plataforma pode detectar perturbações de saúde relacionados à patologias cardíacas, vasculares, respiratórias e neurológicas. Tudo isso por meio de um sensor chamado mDLS.

O sensor mDLS utiliza espalhamento dinâmico de luz para detecção, não tem componentes móveis, e pode ser aplicado em quase qualquer lugar no corpo. A Elfi-Tech está focada na otimização do sensor, e espera ser capaz de integrá-lo em uma variedade de dispositivos de consumo de empresas de terceiros, como relógios, óculos, ou qualquer outro tipo de gadget.

JOGOS DE RACIOCINIO NO COMPUTADOR MELHORAM A COGNIÇÃO EM PACIENTES PORTADORES DE ESCLEROSE MULTIPLA

packman

Traduzido da reportagem de Lauren Dubinsky , Reporter

 

As pessoas são geralmente desmotivadas a jogar videogames porque as atividades ao ar livre são mais saudáveis, mas uma nova pesquisa mostrou que os “brain-games”  ou jogos de raciocínio por computador podem ser benéficos para pacientes com esclerose múltipla.

 

O estudo, publicado na revista Radiology, mostrou que os videogames melhoram algumas das habilidades cognitivas de pacientes com esclerose múltipla. Eles fortalecem as conexões neurais na parte do cérebro chamada tálamo, que funciona como o centro de informações.

Para o estudo, os pesquisadores do departamento de neurologia e psiquiatria da  Sapienza University em Roma utilizaram uma coletânea de videogames da Nintendo Corporation chamado Dr. Kawashima Brain Training. Os jogos incluem quebra-cabeças, jogos da memória e outros desafios mentais.
Os pesquisadores designaram aleatoriamente 24 pacientes com esclerose múltipla com comprometimento cognitivo, para fazerem parte de um programa de reabilitação de oito semanas que envolveu sessões de jogos de 30 minutos, cinco dias por semana, ou para serem colocados em uma lista de espera e servirem como grupo de controle.

Após as oito semanas, ambos os grupos foram avaliados com testes cognitivos e ressonância magnética funcional de 3T em estado de repouso. A Ressonância magnética Funcional permitiu aos pesquisadores estudar quais regiões do cérebro eram ativadas simultaneamente e deu informações sobre a participação de certas áreas com circuitos específicos do cérebro.

Eles descobriram que os 12 pacientes que faziam parte do grupo de videogames experimentaram um aumento dramático na conectividade funcional do tálamo em áreas do cérebro que estão envolvidos na cognição.

Os resultados deste estudo fornecem um exemplo da capacidade do cérebro para formar novas conexões ao longo da vida. Videogames podem alterar o modo de funcionamento de certas estruturas cerebrais.

“Isto significa que mesmo uma ferramenta genérica e de uso comum como os videogames pode promover a plasticidade do cérebro e pode ajudar na reabilitação cognitiva para pessoas com doenças neurológicas, como a esclerose múltipla,” disse em uma declaração a Dra Laura De Giglio, principal autora do estudo.

De agora em diante, os pesquisadores esperam estudar se a plasticidade induzida por videogames em pacientes com esclerose múltipla também está ligada a uma melhoria em outros aspectos de suas vidas. Eles também planejam estudar a forma como os jogos de vídeo podem ser incorporadas em programas de reabilitação.